adicionar aos favoritos | Salvador/BA

02/11/2008 17:34
Há quem morra todos os dias.
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.
Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus.
Triste é ver gente morrendo por antecipação...
De desgosto, de tristeza, de solidão.
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida.
Essa gente empurrando a vida.
Gritando, perdendo-se.
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.
E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los. De retroceder no tempo e segurar a vida. Ausência: - porque não há formas para se tocar.
Presença: - porque se pode sentir.
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável.
Essa saudade machucando o coração.
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez. Esse céu azul e misterioso.
Ah! Aqueles que já partiram!
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida.
Foram para o além deixando este vazio inconsolável.
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer.
Deles guardamos até os mais simples gestos. Sentimos, quando mergulhados em oração, o
ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres.
Daquela mão nos amparando.
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir. Essa vontade de rever novamente aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias.
Essa prece que diz tudo.
Esse soluço que morre na garganta...
E...
Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir. Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós.
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade.
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença!
Que morte tão cheia de esperança e de vida!
Texto: Padre Juca / Adaptação: Sandra Zilio
HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS:
O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.
É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.
Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio.
No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.
Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos.
Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos".
O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados.
O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.
Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação
Fonte: http://www.arquidiocese-sp.org.br
ACONTECE:
Exposição de carros antigos movimenta o Campo Grande
Começou nesta sexta-feira (31) o IV Encontro Nordeste de Veículos Antigos, na praça do Campo Grande. São 122 modelos das mais variadas épocas e estilos trazidos por colecionadores de todos os estados nordestinos. Entre as raridades estão o Fusca mais antigo do Brasil, de 1949, e o carro mais antigo do país, um modelo francês de 1901. O evento é gratuito e vai até domingo (2).
Mostra de cinema brasileiro em Berlim homenageia a Bahia
A Bahia será um destaque especial na pela 4ª Mostra de Cinema Brasileiro em Berlim – Cinebrasil. A Mostra O Negro no Cinema Brasileiro, que destaca a riqueza da produção cultural baiana na área cinematográfica. O evento acontecerá de 13 a 19 de novembro, no Cinema Hackesche Höfe, em Berlim (Alemanha).
Serão 12 filmes dirigidos por baianos e filmados na Bahia que estarão no festival. As obras escolhidas foram: ‘Eu me Lembro’, ‘Esses Moços’, ‘Samba Riachão’, ‘Mandinga em Manhaten’, ‘Orixás da Bahia’, ‘Cidade Baixa’, ‘Cidade das Mulheres’, ‘Corneteiro Lopes’, ‘Rádio Gogó’, ‘A Mãe’, ‘Pixaim’e ‘Orki’.
Fonte:http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=7835&mdl=49
ACONTECEU:
Diante de uma torcida apaixonada em Interlagos, Felipe Massa fez o que tinha de fazer. O brasileiro da Ferrari ganhou o GP do Brasil após comandar a prova de ponta a ponta. Ganhou, mas não levou. Por uma questão de segundos. Na última curva de uma corrida dramática, Lewis Hamilton pulou da sexta para a quinta posição e fez história no quintal de seu maior adversário. Sob vaias, o inglês da McLaren se tornou, aos 23 anos, o mais jovem piloto e o primeiro negro a conquistar um título da Fórmula 1.
Nas voltas finais, com o retorno da chuva, os brasileiros que lotavam o autódromo viram duas reviravoltas incríveis. Hamilton foi ultrapassado pelo alemão Sebastian Vettel, da STR, criando um cenário de título para Massa. A euforia da Ferrari durou apenas alguns segundos. Para ser campeão, o inglês precisava retomar a quinta posição. O banho de água fria na torcida veio na curva derradeira, quando Vettel e Hamilton, de uma só vez, ultrapassaram o alemão Timo Glock, da Toyota, que não tinha parado nos boxes para colocar os pneus de pista molhada.
Massa levou o troféu do GP, mas não o títuloCom apenas um ponto de vantagem para o rival, o inglês calou Interlagos. Calou apenas por alguns instantes, porque o silêncio logo deu lugar às vaias. Ainda assim, Hamilton fecha a temporada com o título e a certeza de que é capaz de controlar a ansiedade em momentos decisivos. Durante a maior parte da corrida, ele foi cauteloso e se manteve distante dos rivais, tanto à sua frente como atrás. No fim, viveu momentos de tensão, mas o último sentimento foi de alívio e alegria, com um abraço emocionado na família.
Nos boxes da Ferrari, todos explodiram de alegria quando Massa cruzou a linha de chegada. A família do piloto, abraçada, pulava e festejava o título. A festa foi interrompida de forma brusca poucos momentos depois, com a notícia de que Hamilton ganhara a quinta posição. De um instante para o outro, as fisionomias eufóricas deram lugar à tristeza do título perdido.
O espanhol Fernando Alonso, da Renault, terminou em segundo, seguido por Kimi Raikkonen, companheiro de Massa na Ferrari. O brasileiro Rubens Barrichello chegou em 15º, e Nelsinho Piquet abandonou na primeira volta.
A corrida
O brasileiro dominou de ponta a pontaNa largada, Massa escapou na frente e as posições se mantiveram na primeira curva. Preocupado em não atrapalhar Hamilton, Kovalainen perdeu lugar para Vettel e Alonso. Com menos de uma volta, o fim de uma carreira: David Coulthard, da RBR, tocou a traseira de Nelsinho, rodou e deixou a prova. O brasileiro também abandonou, e o safety car foi acionado, aumentando ainda mais a carga de drama.
Após três voltas, ainda com a pista molhada, os pilotos voltaram a acelerar e a corrida prosseguiu. Alonso atacava Vettel, mas Hamilton mantinha a cautela, ciente de que a quarta posição lhe daria o título.
Na décima volta, Alonso, Webber, Vettel e Rubinho foram para os boxes e colocaram pneus secos. Logo depois, Massa seguiu o mesmo caminho - desta vez, com o pirulito manual, para evitar a lambança eletrônica de Cingapura. Aos poucos, os outros pilotos fizeram o mesmo, inclusive Hamilton.
Massa seguia tranqüilo na ponta
Em meio a um festival de deslizadas na pista, o cenário era perfeito para Massa. Na 12ª volta, o brasileiro liderava a prova, e Hamilton estava em sétimo. O inglês passou a sexto logo depois, ultrapassando Trulli. Na volta de número 17, com uma bela ultrapassagem, o inglês deixou Fisichella para trás e voltou para sua zona de conforto, em quinto lugar.
Àquela altura, quem voava na pista era Vettel, então segundo colocado. Na volta 21, ele fez o melhor tempo até aquele momento, virando em 1m14s565, nos calcanhares de Massa. O brasileiro deu o troco logo depois, com 1m14s161. O alemão fez sua segunda parada, e Alonso assumiu a segunda posição. Hamilton pulou para quarto e não era ameaçado por ninguém.
Hamilton fez uma corrida cautelosa no Brasil, o inglês estava tão à vontade que roubou de Massa a volta mais rápida, com 1m14s159. A alegria durou pouco, porque Glock, então quinto colocado, virou em 1m14s057. Na volta seguinte, Massa retomou o posto de mais veloz da tarde, com 1m13s755.
Na 36ª volta, Massa foi para a segunda parada e os outros pilotos o seguiram, criando uma dança das cadeiras nas posições. Após os reabastecimentos, o brasileiro retomou a ponta, pressionado por Vettel, enquanto Hamilton se mantinha no confortável quarto lugar.
As posições se mantiveram até a 63ª volta, quando a chuva voltou. A oito voltas do fim, o drama se instalou em Interlagos. Todos os pilotos estavam com pneus de pista seca, o que aumentava o risco de um acidente. A torcida brasileira, obviamente, secava Hamilton, que passou a sofrer com a pressão de Vettel.
Raikkonen e Alonso pararam. Logo depois, a quatro voltas do fim, Hamilton e Massa foram para os boxes. O inglês gastou 6.1s na parada e voltou em quinto, enquanto o brasileiro ficou parado 5.5s e manteve a ponta.
O desfecho foi eletrizante. A torcida para que Vettel ultrapassasse Hamilton nas últimas voltas deu certo. em sexto, o inglês via o título escapar entre os dedos, mas a sorte mudou novamente. Ele pegou carona com o próprio Vettel e os dois ultrapassaram de uma vez Timo Glock, na manobra que decidiu o campeonato e jogou um balde de água fria em Interlagos.
Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Formula_1/GPs/1,,EPR840-15011,00.htmL