adicionar aos favoritos | Salvador/BA

31/10/2008 22:22
Se em 2007, Ó Pai Ó, filme sobre o cotidiano de moradores de um cortiço no Pelourinho, fez sucesso nos cinemas, agora a sua história promete fazer sucesso na TV.
Pelo menos essa é a aposta da Globo, que estréia a série Ó Pai, Ó dia 31 deste mês. O seriado traz Lázaro Ramos (Roque) e Matheus Nachtergaele (Queixão) como protagonistas.
Roque sonha em ganhar a fama como cantor, já Queixão é um racista que vive de trambiques. Também estão no elenco Aline Nepomuceno, Preta Gil, Virgínia Cavendish e Stênio Garcia.
Ó Pai, Ó, a série, tem direção de Guel Arraes e Jorge Furtado.
Fonte: http://www.entretendo.com/o-pai-o-a-serie-estreia-este-mes-na-globo/
SINOPSE DA SÉRIE:
O bar mais freqüentado do Pelourinho, em Salvador, é gerenciado por Neusão (Tânia Toko), uma baiana arretada e divertida que vende fiado para seus clientes e amigos das redondezas. Com uma lista enorme de contas penduradas, ela não consegue fechar o caixa do mês e ainda tem que saldar um empréstimo que fez em uma financeira. Para piorar, Queixão (Matheus Nachtergaele) resolveu vender bebidas no isopor na frente de seu estabelecimento, e como mercado informal não paga imposto, ele está vendendo com preços menores e roubando a clientela de Neusão. Desolada, a proprietária se queixa com Roque (Lázaro Ramos) do mercado negro, e ele rapidamente explica que quem está faturando alto é Queixão e que esse mercado, na verdade, é branco.
Inspirado nas falcatruas de Queixão, Roque compõe a canção "Mercado Branco", que tem tudo para fazer sucesso nas rádios da cidade. O taxista Reginaldo (Érico Brás) prontamente se candidata para ser empresário do amigo e Queixão, que não perde uma chance em que pode se beneficiar, oferece o estúdio de seu primo Arlindo Wallace (Gilberto Lima) para a gravação do CD. Porém, o cantor não imagina que seu trabalho cairá nas mãos dos camelôs da cidade antes mesmo de ser lançado. E adivinha quem está por trás da pirataria? Queixão.
A vida dos moradores do cortiço de Dona Joana (Luciana Souza) também não anda nada fácil. A proprietária sequer contribuiu com a corrente de evangelização da igreja e o Pastor (Lázaro Machado) foi cobrá-la em sua casa. Para saldar a dívida, cobra de Yolanda (Lyu Arisson) a parte pendente de seu aluguel. Pressionado por Yolanda, Reginaldo pede dinheiro emprestado Maria (Valdinéia Soriano) e ela, a Baiana (Rejane Maia), que está devendo um dinheirinho para a amiga.
Fonte: http://opaio.globo.com/opaio
CIRCUITO DE ARTE NA BAHIA:
Quatro filmes novos chegam às salas de cinema de Salvador nesta sexta-feira (31). O destaque vai para Cascalho, filme do diretor baiano Tuna Espinheira, que conta a história dos coronéis que viveram na Chapada Diamantina, suas disputas e brigas. A obra é o primeiro longa do experiente diretor.
Outra estréia aguardada é mais uma continuação de Jogos Mortais. O quinto longa da série acompanha Hoffman, o detetive que conhece os segredos de Jigsaw e parece que vai seguir seus passos... O filme teve uma das melhores bilheterias da temporada nos Estados Unidos.
Completam a semana a comédia Na mira do chefe e o romance Um segredo entre nós, com a estrela Julia Roberts.
Fonte: http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=7644&mdl=49
FIQUE SABENDO:
Quem for assistir o show de Gilberto Gil no Citibank Hall (São Paulo) vai ganhar um presente inusitado: uma fitinha do Senhor do Bonfim com canções e ringtones.
'Gosto muito da possibilidade de experimentação e integração entre mídias. A Fita do Senhor do Bonfim é um ícone baiano e nacional, por isso, fico muito satisfeito em utilizá-la como nova forma de distribuir minhas músicas', comentou o ex-ministro.
No mimo da sorte está impresso um código que ao ser digitado no site site www.bandalargacordel.com.br dará acesso a três desejos: duas músicas do álbum novo Banda Larga Cordel em MP3 e um ringtone especial.
Fonte: http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=7617&mdl=49
CURIOSIDADE:
Agente dos corpos inanimados, Guilherme Araújo dos Santos não ganha comissão por defunto. Em 35 anos de carreira, o promoter de velórios nunca apanhou de cliente, nem tentou atropelar o relógio das almas. Com muito respeito, põe o ouvido nos ombros do parente e observa a conversa. Se chamar por Deus, o moribundo ainda tem salvação. Se empunhar um documento amarelo, é atestado de óbito. "Tem gente que chama a gente urubu. Mas eu vou dizer uma coisa pra você: eu nunca rezei pra ninguém morrer".
Adepto do candomblé – não tira por nada o colar de Ogum, que é para se proteger dos espíritos desencarnados – Guilherme despreza a alcunha de curió, ou papa-defunto: sua graça é agente funerário. Porte semi-atlético, meio calvo, dentição falha e uma camisa surrada do dia anterior, aos 57 anos ele dá plantões de até seis dias ininterruptos no HGE, de onde tira cochilos num rabecão e assessora enterros pelo celular pré-pago. Só aceita cheque pré-datado ou dinheiro, porque de birros nessa vida basta o bolo de promissórias vencidas na gaveta do patrão.
Na mão do corretor, o serviço póstumo varia de R$ 300 R$ 1 mil. Inclui caixão, flores, certidão de morte e capela, menos carpideira e empada de frango, porque isso é coisa de cidade pequena. No contrato verbal, as restrições. Evita enterro de criança, porque tem oito filhos pequenos, não agüenta. Não trabalha para ladrão-defunto, porque dom para o calote é que nem herança genética, empesteia a família toda. Em tempos de recessão econômica, Guilherme vai de encontro à maré. "Acabou a eleição, político para de dar caixão, minha filha. O movimento cresce e a funerária vende mais".
Madeira de candidato, ele ressalta: "É tão vagabunda que é capaz de você deitar o morto e ele cair por baixo". Por trás do boa praça de bem com a vida, o histórico de quem já enterrou – literalmente – a irmã, o cunhado e o sobrinho num único mês, na época em que trabalhava como auxiliar de médico-legista no IML – Instituto Médico-Legal Nina Rodrigues. Enredo de sobra pra desgostar a profissão? Que nada! Em dia de labuta numa funerária da Garibaldi, tira cochilo num dos ataúdes do mostruário. "De preferência o de luxo, porque é mais acolchoado e quentinho", frisa bem.
Relatos do sobrenatural, da boca de Guilherme, são como histórias de pescador: acredita quem quiser. E ele tem várias, como da vez em que, ao vestir o morto, levou um tapa no pé do ouvido e largou o serviço pela metade. Noutra feita, conta: "De madrugada no Nina Rodrigues, estava vendo televisão quando aparece aquela mulher de branco, cabelo bonito e salto alto, andando pra lá e pra cá. É pof, pof, pof. Pensei: ali deve ser da família, eu vou me armar. Menina, foi num segundo de eu olhar pro lado e a mulher desapareceu".
O agente funerário não é uma antena do além, como possa parecer. Pelo menos se comparado aos colegas de profissão, alguns dos quais "vêem a alma do defunto do lado do caixão que nem se vexam mais". Colecionador de causos, óbitos e superstições, intitula-se o mais antigo dentre todos os profissionais do ramo em Salvador. Não há quem duvide. “Pós-graduado” em cerimônias fúnebres, já enterrou judeu, árabe, japonês, índio mexicano. Até morto ressuscitado já passou na sua mão.
"Olha, se eu contar ninguém acredita. O médico deu atestado de óbito a um menino vivo. Quando está a família lá na Quinta dos Lázaros, chorando na beira do caixão, levanta o moleque e começa a fazer xixi na cova. Foi gente correndo pra todo lado". A expressão muda para um semblante sério, Guilherme lembra que a criança morreu alguns meses depois. Na mesma hora, desfaz a tristeza e retoma o senso de humor. "Aqui no HGE tem parente que nem espera o morto sair da UTI, já vem adiantar o serviço, perguntar o preço".
Morador da Fazenda Grande do Retiro, o encomendador de velórios só não se acostuma às mortes por atropelo, às grosserias de cliente e, claro, às inverdades sobre a labuta do dia-a-dia. "Preconceito é o pior, eu sempre digo. Não existe profissão de carpinteiro? Eletricista? Pintor? Por que diabos não pode ter o agente funerário?", resume a entrevista. Término da conversa, cliente em potencial à vista. Lá vai Guilherme, calma e sorrateiramente, empacotar a próxima encomenda.
Fonte: http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=998131